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Jorginho Mello tem maior taxa de rejeição entre pré‑candidatos ao governo de Santa Catarina, revela pesquisa do IPC

por Adriana Dias
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A primeira pesquisa eleitoral presencial de 2026 em Santa Catarina, realizada pelo Instituto de Pesquisa Catarinense (IPC) e divulgada pela Associação Catarinense de Jornais (ACJ), traz os primeiros indicativos sobre a disputa pelo governo do estado nas eleições de 2026. O levantamento, que ouviu 1.050 eleitores entre 9 e 13 de julho, com margem de erro de 3,3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, mostra Jorginho Mello (PL) na liderança das intenções de voto, ao mesmo tempo em que aponta o atual governador com a maior taxa de rejeição entre os pré‑candidatos. 

Cenário estimulado

No cenário estimulado, quando o entrevistado escolhe um nome dentro de uma lista de opções apresentada pelo pesquisador, os resultados para a disputa pelo governo do estado são:

  • Jorginho Mello (PL): 53,3%
  • João Rodrigues (PSD): 26,2%
  • Gelson Merísio (PSB): 8,6%
  • Laís Chaud (UP): 1,7%
  • Ralf Zimmer (PRD): 0,9%
  • Marcelo Brigadeiro (Missão): 0,8%

Brancos e nulos somam 3,7% e 4,9% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.
Os dados indicam, neste momento, liderança numérica de Jorginho Mello, seguida pela consolidação de João Rodrigues na segunda posição e pela presença de Gelson Merísio como principal nome da Frente de Esquerda.

Pesquisa espontânea

Na pesquisa espontânea, em que o entrevistado responde à pergunta sobre em quem votaria sem receber uma lista prévia de nomes, 16 candidatos e lideranças são mencionados.

Os principais resultados são:

  • Jorginho Mello (PL): 42,7%
  • João Rodrigues (PSD): 18,5%
  • Gelson Merísio (PSB): 2,8%
  • Laís Chaud (UP): 0,8%
  • Décio Lima (PT): 0,5%
  • Adriano Silva (Novo): 0,2%
  • Marcelo Brigadeiro (Missão): 0,2%
  • Carlos Bolsonaro (PL): 0,2%
  • Ralf Zimmer (PRD): 0,2%

Outros nomes, como Carlos Moisés, Esperidião Amin, Fabrício, Gean e Renan Santos, aparecem com 0,1% cada.

A pesquisa registra ainda que 29% dos entrevistados não souberam responder e 4,4% afirmaram “nenhum dos candidatos”, o que demonstra um grupo relevante de eleitores sem definição de voto na fase pré‑campanha.

Taxa de rejeição dos candidatos

O IPC também mediu a rejeição dos nomes apresentados, ou seja, em quais candidatos o eleitor declara que “não votaria de jeito nenhum”. Nesse quesito, Jorginho Mello lidera com a maior taxa de rejeição entre os pré‑candidatos avaliados:

  • Jorginho Mello (PL): 16,7% de rejeição
  • Gelson Merísio (PSB): 14,3%
  • Ralf Zimmer (PRD): 8,3%
  • João Rodrigues (PSD): 6,6%
  • Marcelo Brigadeiro (Missão): 6,4%
  • Laís Chaud (UP): 4,3%

Além disso, 23% dos entrevistados afirmam não rejeitar nenhum dos nomes, 13,1% dizem não saber responder e 7,4% declararam rejeitar todos os possíveis candidatos.

Os índices de rejeição passam a compor o conjunto de informações que partidos e candidaturas observarão na definição de estratégias de comunicação e posicionamento durante a campanha.

Perfil e base eleitoral dos principais nomes

Os dados da pesquisa IPC são publicados em um contexto em que outros levantamentos indicam Jorginho Mello à frente na corrida pela reeleição ao governo de Santa Catarina, com intenções de voto frequentemente acima de 40% em diferentes cenários.

Institutos como Neokemp, Futura Inteligência e Mapa vêm registrando, desde 2025, índices elevados de aprovação ao governo estadual, ao mesmo tempo em que medem avaliação “regular” e “ruim/péssimo” em parcelas significativas do eleitorado.

No campo da centro‑direita, João Rodrigues aparece como principal concorrente, ocupando a segunda colocação nas intenções de voto na estimulada e apresentando rejeição inferior à registrada pelo atual governador.

Já Gelson Merísio surge como principal nome da Frente de Esquerda na pesquisa IPC, com 8,6% na estimulada e 2,8% na espontânea, em um estado onde históricos de eleições anteriores indicam que candidaturas progressistas costumam atingir percentuais entre 15% e 19%.

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