Segunda-feira, 14 Setembro , 2026
Sebrae
Início BrasilPrimeira queda no preço do café em 18 meses mostra alívio para os brasileiros

Primeira queda no preço do café em 18 meses mostra alívio para os brasileiros

por Raul Frutuoso
A+A-
Reset
Primeira queda no preço do café em 18 meses mostra alívio para os brasileiros

Nesta terça-feira (12), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) trouxe uma notícia que deve agradar muitos brasileiros: o café moído registrou queda de preço depois de 18 meses consecutivos de alta. Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o produto recuou 1,01% em julho, marcando um alívio para quem não abre mão da bebida diariamente.

Mas será que essa queda significa que o café vai voltar aos preços de antes? Vamos entender o cenário.


INFLAÇÃO DO CAFÉ E SUA CONTRIBUIÇÃO NO IPCA

Mesmo com a queda, o café ainda acumula alta de 41,46% no ano e de 70,51% nos últimos 12 meses. O impacto no IPCA é significativo: o grão representa o segundo item com maior influência na inflação anual, contribuindo com 0,30 ponto percentual, atrás apenas das carnes, que registraram alta de 23,34% e respondem por 0,54 p.p.

Essa disparidade mostra como alguns produtos básicos podem pesar no bolso dos consumidores, especialmente quando há oscilações bruscas de preço.


QUEDA DE PREÇO REFLETE SAFRA E NÃO TARIFA DOS EUA

Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa do IBGE, explica que a redução no preço de julho está diretamente ligada à safra e não ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos.

“São números de julho”, esclarece Gonçalves, destacando que a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros só começou no último dia 6, ou seja, após o mês de referência da pesquisa.

O gerente acrescenta:
“[Em julho], já estava começando a colheita, uma oferta maior no campo. Pode ser efeito dessa maior oferta.”

Com a colheita, mais café entra no mercado, reduzindo a pressão causada pela demanda e, naturalmente, provocando recuo nos preços.


O IMPACTO DO TARIFAÇO NOS PRÓXIMOS MESES

Ainda que a queda de julho seja positiva, o efeito do tarifaço americano ainda é uma incógnita. Caso os produtores brasileiros não consigam direcionar o café para outros mercados, a tendência é que a medida encare o produto e faça com que compradores americanos repensem suas compras.

“Tendo uma oferta maior do produto, a tendência é redução de preços”, reforça Gonçalves, destacando que a sazonalidade da produção tem papel central na formação do preço.


CLIMA E DEMANDA CHINESA FORAM CHAVES NA ALTA ANTERIOR

Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), os 18 meses de aumento expressivo no preço foram impulsionados por fatores climáticos que prejudicaram a safra, além do aumento da demanda mundial, especialmente da China, que elevou o consumo da bebida.

Essa combinação de menor oferta e procura crescente explica por que o café praticamente dobrou de preço antes de finalmente registrar a primeira queda em mais de um ano.


O cenário do café no Brasil mostra que, mesmo diante de tarifas internacionais e flutuações climáticas, a dinâmica da safra continua sendo um dos fatores mais determinantes para o bolso do consumidor. Afinal, quem não gosta de começar o dia com uma boa xícara de café sem pesar no orçamento?

Com informações de Agência Brasil


CONECTE-SE COM O CONECTA SC

Quer acompanhar as principais notícias, eventos e curiosidades sobre Santa Catarina? Siga o Conecta SC nas redes sociais:
👉 Facebook | LinkedIn | Instagram
💌 Receba nossos destaques semanais: Assine a newsletter
📱 Entre no nosso grupo do WhatsApp: Clique aqui

 

Você também pode gostar